





Coimbra
Alterações ao trânsito não fornecem alternativas e agravam problemas!
As alterações na circulação anunciadas pelo Executivo Municipal - PS, LV, PAN, CpC - vêm dificultar a vida de quem vive e trabalha na Baixa e na Alta de Coimbra. Sobrecarregam o trânsito nas já saturadas Avenida Fernão de Magalhães e Rua de Aveiro. Não apontam uma verdadeira coordenação e integração das várias formas de transportes. Não apontam soluções claras para acesso ao Mercado Municipal e ao Comércio da Rua da Sofia e da Baixa. Reduzem acessos à Alta. Nada dizem sobre parques alternativos de estacionamento. São anunciadas sem promover a participação e o esclarecimento de habitantes e comerciantes.
Está cada vez mais difícil circular em Coimbra. A falta de planeamento de obras no espaço público, a destruição de ferrovia, a concentração de serviços na zona dos Hospitais, a falta de ordenamento, a falta de estacionamentos, as dificuldades nos transportes são alguns dos aspectos que têm agravado os problemas de trânsito. A alterações anunciadas, para além de não encontrarem soluções, vêm agravar alguns destes factores.
O PCP defende:
1. A promoção de uma verdadeira participação das populações. É preciso ouvir os alertas da população e dos comerciantes e lojistas, tê-las em conta e agir em conformidade.
2. Uma verdadeira coordenação dos transportes. As alterações e suprimentos de linhas dos SMTUC, acrescentam constrangimentos, aumentam custos e obrigam a mais transbordos. (um exemplo: O percurso entre a Solum e a Estação velha podia fazer-se em apenas uma viagem e passará a ter que se fazer dois transbordos). Tal como o PCP denuncia há anos, a entrada em funcionamento do Metrobus trouxe dificuldades acrescidas para os SMTUC. Uma solução feita a remendos que procura adequar a cidade ao sistema de Metrobus e não o sistema de transportes à cidade, como seria adequado e lógico.
3. Ligação entre a Estação de Coimbra-B e a Estação Nova não pode ter custos para o utente da ferrovia. O encerramento da Estação da Cidade foi um erro. Os utentes da ferrovia que, até agora, podiam aceder à Estação Coimbra Cidade com o bilhete do transporte ferroviário, terão agora que usar outro meio de transporte, mas não podem ter custos acrescidos.
4. Construção de mais Parques de Estacionamento, ordenados, gratuitos e com ligação aos transportes públicos. A população, o comércio, os que trabalham na baixa serão amplamente prejudicados com o fim da gratuitidade do estacionamento no convento. Sem alternativas de estacionamento, aumentarão os impactos negativos na Baixa.
5. Uma cidade para viver, não para especular! A alteração do Plano Director Municipal abre portas à especulação imobiliária em zonas de Coimbra apetecíveis aos interesses económicos. Os espaços à beira rio já estão a ser apropriados por fundos imobiliários (i.e. Edifício da Cooperativa Agrícola). A deslocação da Presidente da Câmara de Coimbra a várias feiras de mercado imobiliário, adensa as preocupações.
6. Combate à concessão ou empresarialização dos SMTUC. A entrega de um serviço público a privados significa sempre uma aceleração da degradação do serviço, uma redução de oferta e aumentos generalizados de preços.
7. Protecção do comércio tradicional. A promoção das grandes superfícies comerciais, contrasta com as dificuldade criadas ao pequeno comércio e cria uma pressão para a descaracterização e definhamento da cidade.
A luta das populações será fundamental para exigir uma cidade para se viver e trabalhar, assim como uma gestão municipal liberta dos grandes interesses económicos. A população de Coimbra pode contar com o PCP e com a CDU para lutar por uma outra política no poder local em Coimbra!

PCP questionou a Presidente da Câmara Municipal de Coimbra sobre o fim da gratuitidade do transporte entre Coimbra B e a "Estação Nova"
Desde janeiro de 2025 que o comboio deixou de chegar à Estação Nova, afastando o transporte ferroviário do centro de Coimbra. O PCP foi a única força política que lutou contra esta decisão. As restantes forças políticas calaram-se, consentiram e são hoje corresponsáveis por este retrocesso.
Para travar a indignação da população, criaram uma alternativa provisória e gratuita de autocarro entre Coimbra-B e a Estação Nova. Mas como a indignação acalmou, e com a entrada do Metro Mondego, a gratuitidade do transporte provisório tem os dias contados, estando prevista a sua suspensão a 15 de setembro.
Pagando a maior parte dos utentes o passe verde (20€), que os trazia ao centro da cidade, terão agora que acrescer, obrigatoriamente, o valor de 30€ pelo passe inter-modal, ou seja, o valor de 20€ pago até 15 de setembro passará a 50€ em meados de setembro, para que os utentes façam exatamente o mesmo trajeto.
Onde fica a gratuitidade do trajeto entre Coimbra B e a Estação Central de Coimbra, gratuitidade englobada no valor que se pagava nos preços dos bilhetes de comboio?
As consequências estarão à vista: comércio local prejudicado e uma Baixa mais desertificada. Aumentarão as dificuldades de mobilidade para a população, bem como a insegurança urbana.
Enquanto noutras cidades o caminho é a gratuitidade dos transportes, em Coimbra o caminho é o oposto: encarecer a vida de quem trabalha, estuda e viaja!
Em nome do Grupo Municipal da CDU, reiteramos a questão já levantada numa Assembleia Municipal: vimos questionar V. Ex.ª sobre a forma como pretende assegurar o transporte gratuito entre Coimbra B e Coimbra, tal como garantido pelo Executivo anterior?
Tudo faremos na luta em defesa dos utentes dos transportes urbanos de Coimbra, porque defender os utentes é defender Coimbra.
Carta do Grupo Municipal da CDU à Presidente da Câmara Municipal de Coimbra
Desde janeiro de 2025 que o comboio deixou de chegar à Estação Nova, afastando o transporte ferroviário do centro de Coimbra. O PCP foi a única força política que lutou contra esta decisão. As restantes forças políticas calaram-se, consentiram e são hoje corresponsáveis por este retrocesso.
Para travar a indignação da população, criaram uma alternativa provisória e gratuita de autocarro entre Coimbra-B e a Estação Nova. Mas como a indignação acalmou, e com a entrada do Metro Mondego, a gratuitidade do transporte provisório tem os dias contados, estando prevista a sua suspensão a 15 de setembro.
Pagando a maior parte dos utentes o passe verde (20€), que os trazia ao centro da cidade, terão agora que acrescer, obrigatoriamente, o valor de 30€ pelo passe inter-modal, ou seja, o valor de 20€ pago até 15 de setembro passará a 50€ em meados de setembro, para que os utentes façam exatamente o mesmo trajeto.
Onde fica a gratuitidade do trajeto entre Coimbra B e a Estação Central de Coimbra, gratuitidade englobada no valor que se pagava nos preços dos bilhetes de comboio?
As consequências estarão à vista: comércio local prejudicado e uma Baixa mais desertificada. Aumentarão as dificuldades de mobilidade para a população, bem como a insegurança urbana.
Enquanto noutras cidades o caminho é a gratuitidade dos transportes, em Coimbra o caminho é o oposto: encarecer a vida de quem trabalha, estuda e viaja!
Em nome do Grupo Municipal da CDU, reiteramos a questão já levantada numa Assembleia Municipal: vimos questionar V. Ex.ª sobre a forma como pretende assegurar o transporte gratuito entre Coimbra B e Coimbra, tal como garantido pelo Executivo anterior?
Tudo faremos na luta em defesa dos utentes dos transportes urbanos de Coimbra, porque defender os utentes é defender Coimbra.







