
A Câmara Municipal de Coimbra prepara-se para concessionar o estacionamento no município a privados. Com esta medida, os preços aumentam, as zonas pagas alargam-se, as populações perdem para benefício de um grupo privado.
Preços a aumentar - o estacionamento fica mais caro e em determinadas zonas, como a envolvente do HUC ainda mais, porque a decisão é criar preços diferenciados conforme os locais de maior ou menor procura. Aumentam substancialmente o preço para residentes, em particular para o segundo ou terceiro carro da família (este último ascende a mais de 100 euros anuais).
Aumentam as zonas com estacionamento pago alarga o estacionamento pago a zonas como a Solum, Santa Clara e o eixo Mercado-Praça da República-HUC, algumas delas com características estritamente residenciais.
Solução penalizadora do serviço de transporte público - porque as receitas de estacionamento eram, até aqui, receitas dos SMTUC, que se viam obrigados a reinvestir para atenuar o custo social dos transportes públicos na cidade, servindo para subsidiar e financiar a operação das linhas de autocarros e passes sociais.
O valor compensatório agora previsto, resultante desta entrega a privados, é de cerca de 45% da receita total prevista das receitas de estacionamento.
O Executivo Municipal continua a estudar a utilização paga do parque de estacionamento do Convento de São Francisco, para o qual, não será especulativo afirmar, se prevê mais um negócio chorudo para privados.
Mas se a receita é para privados, a Câmara prevê assumir as despesas da fiscalização, sendo que quem poderá passar multas será, naturalmente, a PSP e a Polícia Municipal, ficando estas entidades públicas a assegurar que os automobilistas pagam o estacionamento ao operador privado.
A Autarquia tem em cima da mesa o recurso a novas tecnologias de leitura óptica e controlo digital (como viaturas equipadas com câmaras de leitura de matrículas) para tornar a detecção de infracções automática e comunicar directamente com a Polícia Municipal, ou seja, investimento público para facilitar e assegurar as receitas da concessionária privada.
A Autarquia, com este negócio, arrecada 10.8 milhões de euros, por um prazo superior a 15 anos, que com o reforço da fiscalização, o aumento de preços e de zonas abrangidas, é como matar a galinha dos ovos de oiro, transformando em receita imediata, uma pequena parte da receita que a empresa privada vai recolher.
É um escândalo, um roubo às carteiras dos munícipes para benefício de uma empresa privada. É mais uma medida, entre muitas outras, que prejudicam Coimbra, quem cá vive, estuda e trabalha para, mais uma vez, beneficiar interesses privados.
PS, livre, PAN e CPC num curto espaço de tempo foram mais longe que nunca numa gestão ruinosa ao serviço dos mais poderosos.
O PCP está em claro desacordo com esta medida, lutaremos contra ela e procuraremos denunciar e alertar a população para mais este ataque à sua qualidade de vida, mobilidade e direito a viver, estudar, trabalhar e estar na cidade de Coimbra.










